Visualização
Na visualização do holograma, as franjas de interferência
gravadas no suporte holográfico vão funcionar como uma rede de difracção.
Quando o holograma é iluminado no mesmo ângulo a que foi registado, ocorre
difracção da luz: uma difracção de ordem zero e duas difracções de primeira
ordem.
A difracção de ordem zero consiste na luz que é transmitida
através do suporte holográfico sem se desviar e sem se alterar, logo não
contribui para a reconstrução da imagem holográfica.
Nas duas difracções de primeira ordem formam-se duas imagens
holográficas: uma imagem virtual (ordem +1) e outra imagem real (ordem –1).
A difracção de ordem +1 consiste na luz que é desviada
divergindo do suporte holográfico e que ao difractar no padrão de interferência
recupera toda a informação do objecto (informação de amplitude e de fase do
objecto), contribuindo assim para a reconstrução da imagem holográfica virtual.
Esta imagem é ortoscópica, ou seja, é idêntica ao objecto.
A difracção de ordem –1 consiste na luz que é desviada
convergindo do suporte holográfico e que ao difractar no padrão de
interferência recupera toda a informação do objecto (informação de amplitude e
de fase do objecto), contribuindo assim para a reconstrução da imagem
holográfica real. Esta imagem é pseudoscópica, ou seja, é o “molde” do objecto
e consegue-se visualizar facilmente rodando o suporte holográfico de modo a
ilumina-lo no lado oposto.
As imagens são tridimensionais porque são formadas pela
intercepção de ondas luminosas vindas de diferentes direcções (informação de
fase).
De referir que a qualidade das imagens é função do tamanho
da placa e da frequência espacial do padrão de interferência registado. As
soluções utilizadas e o tipo de processamento químico efectuado também
influenciam o resultado do holograma.