HoloRede

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Técnicas Holográficas

Existem diversos tipos de hologramas que se caracterizam em função da técnica holográfica utilizada no registo dos mesmos.

As técnicas holográficas são escolhidas conforme o objectivo do holograma a produzir. Algumas técnicas são dedicadas exclusivamente à produção de imagens 3D para fins de visualização, outras para produção de elementos de segurança, outras para produção de imagens coloridas e outras funcionam como instrumento de medida de grande sensibilidade e precisão.

Como exemplo, apresentam-se duas técnicas holográficas: reflexão por feixe simples e transmissão por feixe simples.


Reflexão de Feixe Simples

A holografia de reflexão é uma técnica que permite produzir hologramas para visualização com luz branca. Caracteriza-se pelo facto do feixe objecto e o feixe referência atingirem a placa holográfica de lados opostos, ou seja, um dos feixes incide na frente da placa (lado da emulsão) e o outro incide na parte de trás do suporte (lado do vidro). A interferência dos dois feixes de luz com sentidos opostos origina um padrão com maior frequência espacial.

As franjas de interferência gravadas na emulsão ficam dispostas no volume da emulsão em camadas longitudinais paralelas ao longo da mesma – funcionando como uma rede de Bragg.

Esta técnica pode ser efectuada utilizando uma configuração de feixe simples (holograma Denisyuk) ou uma configuração de feixe duplo (introdução de divisor de feixes).

Na visualização ocorre uma difracção com selectividade cromática, originando a reconstrução da imagem, seleccionando da luz visível a luz com o mesmo comprimento de onda da que foi registada.

A difracção ocorre por reflexão, ou seja, a luz ao incidir no holograma difracta, reflectindo deste como se de um espelho se tratasse (volta para trás). Assim, a fonte de iluminação e o olho estão situados no mesmo lado relativamente ao holograma. Isto significa que o holograma é iluminado e observado pela frente.

A imagem possui grande realismo tridimensional e apresenta uma boa resolução na representação de detalhes.

Na holografia de reflexão por feixe simples utiliza-se directamente o feixe de luz laser, após expandido, para registo do holograma.

Isto significa que na configuração experimental um único feixe de luz laser possui um percurso óptico correspondente ao feixe referência e um percurso óptico correspondente ao feixe objecto, logo não é necessário divisor de feixes.

Esta condição é conseguida colocando o objecto atrás do suporte holográfico e iluminando ambos simultaneamente com um único feixe de luz (ver simulação).

Convém colocar a placa fazendo um ângulo diferente de zero graus com o feixe de registo para que o ângulo de reconstrução seja também diferente de zero (o ângulo deve ser entre 30º e 45º).

Esta técnica de registo de hologramas de reflexão é conhecida por hologramas Denisyuk, em honra do físico soviético que a descobriu em 1962.

Após o registo do holograma é necessário efectuar o processamento químico do mesmo para finalmente se poder visualizar.


Simulação do registo de um holograma de reflexão de feixe duplo 

Vista em prespectiva 

Vista de cima 

Transmissão de Feixe Simples

A holografia de transmissão caracteriza-se pelo facto do feixe objecto e o feixe referência atingirem a placa holográfica do mesmo lado, ou seja, os dois feixes incidem ambos na frente da placa (lado da emulsão). A interferência dos dois feixes de luz com sentidos idênticos origina um padrão com menor frequência espacial.

As franjas de interferência gravadas na emulsão ficam dispostas perpendicularmente ao longo desta.

Esta técnica pode ser efectuada utilizando uma configuração de feixe simples ou uma configuração de feixe duplo (introdução de divisor de feixes).

Na visualização ocorre uma difracção, originando a reconstrução da imagem com luz com as mesmas características da que foi registada. A difracção ocorre por transmissão, ou seja, a luz ao incidir no holograma difracta, transmitindo deste (atravessando-o). Assim, a fonte de iluminação e o olho estão situados em lados opostos relativamente ao holograma. Isto significa que o holograma é iluminado por atrás e observado pela frente.

A imagem possui grande realismo tridimensional e apresenta uma grande profundidade de campo.

Na holografia de transmissão por feixe simples utiliza-se directamente o feixe de luz laser, após expandido, para registo do holograma.

Isto significa que na configuração experimental um único feixe de luz laser possui um percurso óptico correspondente ao feixe referência e um percurso óptico correspondente ao feixe objecto, logo não é necessário divisor de feixes.

Esta condição é conseguida colocando o objecto em frente ao suporte holográfico um pouco de lado e iluminando ambos simultaneamente com um único feixe de luz incidindo também um pouco de lado (ver simulação).

As figuras apresentam exemplos de configurações experimentais para holografia de transmissão por feixe simples no sistema holográfico avançado e no sistema holográfico portátil.

Convém colocar a placa fazendo um ângulo diferente de zero graus com o feixe de registo para que o ângulo de reconstrução seja também diferente de zero (o ângulo deve ser entre 30º e 45º).

Após o registo do holograma é necessário efectuar o processamento químico do mesmo para finalmente se poder visualizar.

Simulação do registo de um holograma de transmissão de feixe duplo

Vista em prespectiva 

Vista de cima 

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